Blog do Stevens Rehen

O AFETO COMO ARMA

Stevens Rehen

Conheci Marcelo Yuka durante um seminário que organizei na UFRJ.

Yuka foi até lá para assistir Carlos Lima.

O pesquisador português, já falecido, estava no Brasil para defender uma terapia com células-tronco para lesão da medula espinhal.

A apresentação colocou cientistas e cadeirantes em extremos opostos.

Compartilhei minha sincera opinião com Herton Escobar:

https://emais.estadao.com.br/…/geral,terapias-com-celulas-t…

Levei algumas flechadas de gente do bem que depois cicatrizaram.

Nesse mesmo dia almoçamos juntos e gravamos um trecho que não entrou no ótimo filme da Daniela Broitman, no Caminho das Setas.

Ao longo da vida já conversei com uns 10 prêmios Nobel e dezenas de pessoas muito inteligentes.

Yuka está no topo, é filósofo.

Nos encontramos outras vezes.

Baterista, uma vez me disse que curtia o som do meu irmão caçula, Lucas Kastrup Rehen, o que me encheu de orgulho.

Generoso, fez palestra no Instituto de Ciências Biomédicas e participou como entrevistado do Bioconexões, programa que eu apresentava na Ciência Hoje.

O link da entrevista segue aqui: https://youtu.be/vTeRb3KALFU

Nunca fui apresentado formalmente ao Marcelo D2.

Encontrei com ele pela primeira vez na festa Afronautas que rolava na Sede Náutica do Vasco, na Lagoa, em meados dos anos 90.

No centro do salão um palco com instrumentos de percussão.

DJ comandando as picapes, era chegar e acompanhar a música sempre suingada.

Pedi pra subir, Negalê estranhou mas liberou.

D2 estava quebrando geral nas congas. Eu peguei o tambor ao lado. Com 25 anos e atrás de uma menina, era a onda que eu precisava naquela noite.

Já com uns 40, esbarrei outras vezes com D2 no camarim da Fundição e Circo Voador, em shows do Ponto de Equilíbrio.

Uma vez D2 comentou no Twitter um artigo que escrevi na Veja.

https://veja.abril.com.br/…/nao-ha-justificativa-cientific…/

Morava nos Estados Unidos quando Yuka foi baleado. Nesse mesmo país assisti a um show do D2.

Yuka mora na Tijuca, Marcelo morou no Andaraí. Eu cresci nos 2 bairros.

Esses Marcelos são referências que resgatam o melhor sentimento de carioca profundo que habita em mim.

Poderia ser rancor mas é arte.

Aliás… que Conversa! https://globoplay.globo.com/v/6805827