Blog do Stevens Rehen

SOS Ciência
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Stevens Rehen

Pesquisas publicadas em revistas de prestígio internacional mostram o que a ciência brasileira vai deixar de produzir no futuro próximo, se as dificuldades orçamentárias do presente não forem resolvidas com urgência

Herton Escobar escreve para O Estado: http://ciencia.estadao.com.br/blogs/herton-escobar/a-ciencia-brasileira-ainda-brilha-por-enquanto/

A ciência está em tudo ao nosso redor e, hoje, 11/9, também estará no Conversa com Bial!


Precisamos falar sobre manifestações
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Stevens Rehen

Professores, pesquisadores e pós-graduandos podem até acreditar que por meio das redes sociais, de manifestações internas e paralisações estão fazendo sua parte para mudar a situação. Mas não estão.

A palavra de ordem #vempraruapelaciencia ainda está na fase de sensibilizar os próprios pesquisadores para o fato de que a cultura da “torre de marfim” limita o alcance de seus protestos.

Mauricio Tuffani, direto da ciência.

http://www.diretodaciencia.com/2017/09/04/marcha-pela-ciencia-precisa-dizer-vemprarua-para-os-proprios-cientistas/


Ciência é investimento e não “gasto”
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Stevens Rehen

Obrigado Rafael Coimbra e Globo News pela reportagem.

http://g1.globo.com/globo-news/jornal-das-dez/videos/t/todos-os-videos/v/corte-de-44-no-orcamento-do-governo-pode-interromper-pesquisas-cientificas/6113210/

Até o final do ano 2017 haverá disponível para toda a ciência nacional somente a metade do que custou o Neymar (R$ 400 milhões)…

Mais do que nunca é hora de fazer barulho, de denunciar publicamente o desmanche da pesquisa brasileira e o risco iminente de pararmos no tempo.

Muito bom ter Herton Escobar como porta voz da ciência nacional.

''A situação financeira é dramática. O orçamento inicial, de R$ 5,8 bilhões, foi reduzido para R$ 3,2 bilhões, e cerca de R$ 2,8 bilhões desse valor já foram empenhados. Ou seja, faltando quatro meses para o fim do ano, o MCTIC tem apenas R$ 400 milhões em caixa para bancar toda a ciência nacional''

Reportagem de capa no Estado de São Paulo de hoje também diz tudo.


Não há crise que justifique as escolhas do governo para a ciência
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Stevens Rehen

Ao confundir sintoma com doença e mudar estratégia de estado, tira o pouco de onde qualquer nação esclarecida faria o contrário.

A comunidade científica do Brasil teve seu boom de natalidade mas sobrevive (?) com um PIB cortado pela metade.

Para saber mais confira a reportagem de Fernando Moraes na Folha: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2017/08/1913243-sem-verba-institutos-nacionais-de-pesquisa-correm-risco-de-fechar.shtml?mobile

 


“Criamos esses deuses e podemos destruí-los”
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Stevens Rehen

Pesquisa científica feita com dinheiro público depende de empresas privadas para sua divulgação.

O Prêmio Nobel Aaron Ciechanover comenta sobre o descompasso entre a geração de conhecimento e a armadilha das revistas científicas administradas como negócio.

E não é questão de ser público ou privado, é que os objetivos são distintos mesmo.

Enquanto pesquisadores querem divulgar o que fazem, para receber críticas e avançar a ciência, as empresas que gerenciam as principais revistas científicas do mundo querem ganhar dinheiro.

A Elsevier, por exemplo, lucra mais que a Apple, Google ou Amazon.

Nada contra ganhar dinheiro, mas essa editora em especial recebe muito mais do que merece, visto que o conteúdo que publica é gerado e revisado a custo zero pra eles (a sociedade é quem paga). E ainda cobra uma fortuna dessa mesma sociedade pelo acesso à informação.

É por essas e outras que apoio o modelo dos preprints.

https://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/bioquimico-israelense-ganhador-do-nobel-fala-sobre-como-fazer-da-ciencia-mudou-21724167


Há muitos jovens que abraçaram o nosso país e seguem fazendo a diferença
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Stevens Rehen

Tem cientista que adora falar mal do Brasil no Facebook, ao mesmo tempo que assume a postura delirante de ''salvador da pátria'' e mora no exterior.

Esse filme todo mundo já conhece, é reprise que se repete de tempos em tempos.

Do outro lado, há muitos jovens que abraçaram o nosso país e seguem fazendo a diferença.

Ontem dei a aula inaugural do mestrado em Biociências da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA).

Conheci professores e alunos que fazem o país grande. Motivo de orgulho.

Gente que ''quer mudar o Brasil e não quer se mudar do Brasil'', como disse a Ministra Carmem Lúcia.

A UNILA tem uma importância ímpar para a cooperação solidária entre instituições de ensino superior e organizações internacionais na América Latina.

Rascunhei esse post enquanto assistia a Conversa do Bial com Tabata Amaral de Pontes, Ilona Szabó e Alessandra Orofino.

Lideranças de movimentos que querem resgatar o nosso projeto de nação.

O Brasil tem jeito, mas não há fórmula mágica.


Como disse Paracelso: “a diferença entre o remédio e o veneno é a dose”
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Stevens Rehen

Uma política de ''austeridade'' que tira da ciência, tecnologia e inovação para um fundo público de financiamento das campanhas políticas e emendas parlamentares é estricnina na veia do Brasil.

''Não se trata de advogar que a ciência seja liberada da contenção fiscal, mas de registrar que o Planalto pode buscar alguma margem de manobra – a meta de ajuste orçamentário, afinal, está em processo de reavaliação– para não ferir de morte a pesquisa.''

Editorial de hoje da Folha:

http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2017/08/1909647-ciencia-a-mingua.shtml?cmpid=compfb


Se fosse para o Temer, seria mais ou menos assim…
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Stevens Rehen

Dawkins deixou um recado para Trump.

Se fosse para o Temer, seria mais ou menos assim:

Sr. Temer, você parece estar trabalhando sob a ilusão de que tem as qualificações necessárias para ser presidente.

O fracasso manifesto de quase tudo o que tentou durante seus 15 meses na presidência, juntamente com o caos anárquico que permeia sua Casa, deve dar-lhe uma pausa ou dar uma pausa a qualquer pessoa de sensibilidade normal.

Ouça especialistas melhor qualificados do que você. Especialmente cientistas.

Seja guiado por evidências e razões. De longe, a melhor maneira de avaliar a evidência é o método científico. Na verdade, é a única maneira.

Em particular – uma vez que o assunto é tão urgente e talvez já seja tarde demais – ouça os cientistas quando falam sobre desmatamento, saúde, inovação e tecnologia.

https://www.scientificamerican.com/article/richard-dawkins-offers-advice-for-donald-trump-and-other-wisdom/?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=sa-editorial-social&utm_content&utm_term