Blog do Stevens Rehen

Cervejas 7 x 1 crianças
Comentários Comente

Stevens Rehen

A Copa do Mundo mal começou e a quantidade de comerciais de bebidas alcoólicas e refrigerantes ganha de goleada.

Meu filho de 6 anos jamais havia perguntado qualquer coisa sobre Coca-Cola, Brahma ou Budweiser.

Hoje, bastou assistir comigo a meia hora de jogo para, pela primeira vez, querer saber sobre essas bebidas.

Em determinado momento fiquei trocando de canal para tentar fugir dos comerciais. Foi em vão.

A regulamentação de uma droga é o melhor caminho para evitar seu abuso e minimizar riscos, entretanto, principalmente em época de Copa, a TV negligencia que o álcool é uma das substâncias de abuso mais perigosas que conhecemos.

Refrigerantes açucarados não ficam atrás, e são responsáveis pela explosão de obesidade e diabetes em todo o mundo.

O menino curte os jogos, quer saber mais sobre as seleções, conhecer as regras.

Nos próximos 30 dias terei o enorme desafio de estimular seu interesse sem que associe álcool, refrigerantes e junk food à prática do futebol.

Abaixo artigo do New York Times sobre como comerciais de bebidas alcoólicas influenciam de maneira perversa crianças e jovens.

“Alcohol manufacturers should self-regulate more to limit the number of children they reach.”

“Researchers also found that young people who could accurately identify alcoholic products and who said they liked the ads were more likely to try drinking or to drink more.”

http://time.com/3672188/alcohol-advertising-kids/

 


Pesquisa brasileira sobre ayahuasca sugere efeito antidepressivo
Comentários Comente

Stevens Rehen

Draulio Barros de Araujo, Luís Fernando Tófoli e suas equipes dão mais um passo para consolidar nosso país como polo relevante da ciência psicodélica.

Apesar dos desafios “naturais” para quem é cientista de periferia e ainda estuda um tema carregado de desconhecimento e ranço político.

Marcelo Leite destrincha os bastidores dessa história com pitadas de competição internacional barra pesada e a resistência de editores em lidar com o renascimento das pesquisas sobre psicodélicos.

https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2018/06/ayahuasca-diminui-sintomas-de-depressao-em-pesquisa-brasileira.shtml


O AFETO COMO ARMA
Comentários 1

Stevens Rehen

Conheci Marcelo Yuka durante um seminário que organizei na UFRJ.

Yuka foi até lá para assistir Carlos Lima.

O pesquisador português, já falecido, estava no Brasil para defender uma terapia com células-tronco para lesão da medula espinhal.

A apresentação colocou cientistas e cadeirantes em extremos opostos.

Compartilhei minha sincera opinião com Herton Escobar:

https://emais.estadao.com.br/…/geral,terapias-com-celulas-t…

Levei algumas flechadas de gente do bem que depois cicatrizaram.

Nesse mesmo dia almoçamos juntos e gravamos um trecho que não entrou no ótimo filme da Daniela Broitman, no Caminho das Setas.

Ao longo da vida já conversei com uns 10 prêmios Nobel e dezenas de pessoas muito inteligentes.

Yuka está no topo, é filósofo.

Nos encontramos outras vezes.

Baterista, uma vez me disse que curtia o som do meu irmão caçula, Lucas Kastrup Rehen, o que me encheu de orgulho.

Generoso, fez palestra no Instituto de Ciências Biomédicas e participou como entrevistado do Bioconexões, programa que eu apresentava na Ciência Hoje.

O link da entrevista segue aqui: https://youtu.be/vTeRb3KALFU

Nunca fui apresentado formalmente ao Marcelo D2.

Encontrei com ele pela primeira vez na festa Afronautas que rolava na Sede Náutica do Vasco, na Lagoa, em meados dos anos 90.

No centro do salão um palco com instrumentos de percussão.

DJ comandando as picapes, era chegar e acompanhar a música sempre suingada.

Pedi pra subir, Negalê estranhou mas liberou.

D2 estava quebrando geral nas congas. Eu peguei o tambor ao lado. Com 25 anos e atrás de uma menina, era a onda que eu precisava naquela noite.

Já com uns 40, esbarrei outras vezes com D2 no camarim da Fundição e Circo Voador, em shows do Ponto de Equilíbrio.

Uma vez D2 comentou no Twitter um artigo que escrevi na Veja.

https://veja.abril.com.br/…/nao-ha-justificativa-cientific…/

Morava nos Estados Unidos quando Yuka foi baleado. Nesse mesmo país assisti a um show do D2.

Yuka mora na Tijuca, Marcelo morou no Andaraí. Eu cresci nos 2 bairros.

Esses Marcelos são referências que resgatam o melhor sentimento de carioca profundo que habita em mim.

Poderia ser rancor mas é arte.

Aliás… que Conversa! https://globoplay.globo.com/v/6805827


A ciência pode salvar seu voto #eleições2018
Comentários Comente

Stevens Rehen

Propostas que não se sustentam com dados são delírios oportunistas para seduzir um eleitorado sofrido e desesperançado.

Evidências científicas indicam que guerra às drogas, combustíveis fósseis, escola barata, armar a sociedade, ignorar o aquecimento global ou blindar a universidade numa redoma que atrapalha seu contato com sociedade e iniciativa privada é enxugar gelo e desperdiçar dinheiro público.

Não se trata portanto de ser de direita ou esquerda, mas de apresentar propostas baseadas no bom senso e no método científico.

Impossível ignorar que Estado e mercado estão inter-ligados. Não há mercado sem regulação do Estado e a existência do Estado só se justifica pela sociedade e seu mercado.

Reinaldo José Lopes alerta na Folha sobre como a ciência pode ajudar na escolha dos candidatos.

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/reinaldojoselopes/2018/06/vote-com-ciencia.shtml?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_campaign=comptw


Uma enxurrada de lembranças pipoca em meu cérebro
Comentários Comente

Stevens Rehen

Há muitas regiões do cérebro que cooperam entre si e nos permitem formar, armazenar e recuperar memórias de experiências pessoais passadas, conhecidas como memórias autobiográficas.

Fundamental nesse processo é o hipocampo, enterrado no fundo dos lobos temporais do cérebro.

O hipocampo está envolvido na formação de novas memórias e também está associado ao aprendizado e às emoções.

Assume-se que as memórias funcionam como registro preciso de nossa história, entretanto, são fundamentalmente maleáveis e o simples ato de lembrar de algo pode alterar as próprias lembranças.

O prédio da foto situa-se na rua Carvalho Alvim, divisa entre Andarai e Tijuca, na zona norte do Rio de Janeiro.

Moramos no primeiro andar por mais de 20 anos.

Meus pais, 3 irmãos e eu, volta e meia um avô, uma avó, um tio querido e quem mais precisasse. Sempre cabia mais um.

Dos 6 aos 26 anos de idade, em meus hipocampos formaram-se memórias desse prédio e de tudo que lá vivemos.

Essa noite, ao sair de uma festa de aniversário com meus filhos, capturei essa imagem pelo celular.

Uma enxurrada de lembranças pipoca em meu cérebro.

Recuperar memórias antigas, armazenadas há muitos anos, é muito semelhante a criá-las pela primeira vez.


O cérebro inflamado
Comentários Comente

Stevens Rehen

Qual a explicação evolutiva para uma relação entre depressão e inflamação?

Indivíduos deprimidos evitam outras pessoas, o que reduziria, por exemplo, os riscos de transmissão de uma infecção que poderia dizimar sua própria tribo.

Um dos efeitos colaterais dessa relação selecionada evolutivamente pode estar no papel do sistema imunológico sobre a doença de Alzheimer.

O livro de Edward Bullmore parece interessante.

https://www.nature.com/articles/d41586-018-05261-3?utm_source=twt_nnc&utm_medium=social&utm_campaign=naturenews&sf190816746=1


Gatos são descendentes de ancestrais selvagens…
Comentários Comente

Stevens Rehen

Gatos são descendentes de ancestrais selvagens que aprenderam a conviver com pessoas. Com o tempo tornaram-se relativamente dóceis.

O processo de domesticação começou há cerca de 10 mil anos. Animais sagrados para a deusa Bastet do Egito, ganharam espaço mesmo pela habilidade de caçar cobras e roedores.

De barco chegaram até à Europa, na época dos primeiros fazendeiros colonizadores.

Existem mais de 70 raças de gatos.

Esse da foto é nosso bengal, Darwin.

Os gatos bengal são descendentes híbridos do cruzamento de leopardos asiáticos com gatos. O propósito original desses cruzamentos era estudar a leucemia felina, doença a qual o leopardo asiático é resistente.


No futuro próximo…
Comentários Comente

Stevens Rehen

No futuro próximo, senhores e senhoras de meia idade em diante irão relembrar envergonhados um dos maiores fiascos da breve história do homem na terra: a guerra às drogas, principalmente à cannabis.

Essa lembrança surgirá enquanto consomem canabinoides prescritos por seus próprios geriatras, com o objetivo profilático de evitar demência e Alzheimer.

Se depender da ciência, é isso que vai acontecer.

https://www.nature.com/articles/npjamd201612


A ciência por trás do aumento da longevidade fascina…
Comentários Comente

Stevens Rehen

Conversar sobre a biologia do envelhecimento com um público diversificado e sedento por conhecimento foi um desafio gostoso feito pela Trip.

Estudei os artigos científicos de Hugo Aguilaniu, Alicia Kowaltowski e outros colegas e segui sábado para São Paulo.

A ciência por trás do aumento da longevidade instiga o cientista e fascina a todos

https://revistatrip.uol.com.br/trip/o-neurocientista-stevens-rehen-palestrou-no-festival-path-2018-sobre-envelhecimento